Banco de Conhecimento

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Hiperidrose

Por que transpiramos?
 
A transpiração é um mecanismo inerente ao organismo  para regulação da temperatura corporal. Por exemplo, em situações de calor, febre, prática de exercícios físicos, bem como respostas do cérebro a sentimentos, tais como medo, ansiedade ou fortes emoções.
 
As glândulas responsáveis efetivamente pela produção de suor são chamadas de glândulas sudoríparas. São encontradas pele, distribuídas por toda superfície, principalmente nas palmas das mãos, plantas dos pés, axilas e rosto. 
 
Quando essas glândulas passam a trabalhar de maneira exagerada, ocorre excesso de transpiração, doença conhecida como hiperidrose. Ao contrário do suor normal, esse distúrbio ocorre sem necessariamente estar vinculada ao aumento de temperatura, podendo provocar um constante desconforto. 
 
A hiperidrose pode ser localizada ( em alguns locais do corpo) ou generalizada (no corpo todo).
 
O início dos sinais e sintomas  pode ocorrer na infância, adolescência ou na vida adulta, manifestando-se principalmente nas axilas, mãos, pés e face.
 
É caracteristicamente uma condição simples de ser detectada, pois o principal sintoma deste distúrbio é o suor excessivo, que ocorre mesmo quando o individuo está em repouso e a temperatura ambiente é fresca.
 
Existem vários tipos de hiperidrose. Os mais comuns são Craniofacial, Palmar, Axilar e Plantar. Já os menos comuns se manifestam nas coxas, nádegas, virilha, tórax, costas, abdome e região lombar.
 
Pode ser classificada: 
 
Primária: Não tem origem conhecida mas ocorre devido a hiperatividade das glândulas responsáveis pelo suor. Evidências sugerem que a hiperidrose primária tem um componente familiar, indicando base genética para essa condição. Por manifestar-se em áreas como axilas, mãos, pés e face, resulta em substancial prejuízo para o paciente, incluindo limitações no trabalho, na interação social, nas atividades físicas e no lazer, assim como, transtornos psicológicos e de relacionamento.
 
Secundária: que ocorre a partir de fatores como hipertiroidismo, distúrbios psiquiátricos, menopausa ou obesidade. 
 
Segundo a Sociedade Internacional de Hiperidrose, cerca de 3% da população mundial sofre com o suor excessivo.
 
 
 
 Hiperidrose Axilar: é um dos tipos mais comuns de hiperidrose. O suor é localizado nas axilas, manchando roupas e limitando o uso de certos tecidos e cores. Gera grande desconforto e pode estar ou não associado à bromidrose (mau odor).
 
 
 
 
Hiperidrose Plantar: este tipo é caracterizado por um suor  nos pés. Para mulheres, o uso de sandálias, meias finas e certos tipos de sapatos se torna impossível. Já para homens há o incômodo das meias encharcadas. Em ambos os casos a pele úmida pode favorecer o aparecimento de micoses e mau cheiro. 
 
 
 
Hiperidrose Palmar: este tipo é caracterizado pelo suor constante nas mãos. A umidade nas palmas pode limitar atividades como trabalhos manuais, escolares, manuseio de aparelhos eletrônicos, alimentos e papéis. Simples ações como um aperto de mão podem se tornar um constrangimento para o portador.
 
Pessoas com suor excessivo, têm que se preocupar em carregar consigo “opções” para combater a transpiração: toalhas, lenços, trocas de roupas, talcos, desodorantes. Podem viver com sentimento de ansiedade, com medo de que a sua imagem seja associada à falta de higiene. Em casos mais intensos, o suor pode se agravar em momentos de tensão, interferindo diretamente no desempenho interpessoal do indivíduo, em apresentações de trabalhos, estudos ou mesmo em um simples aperto de mão. 
 
A hiperidrose pode agravar ainda mais o suor em momentos de tensão, interferindo diretamente no desempenho interpessoal do indivíduo, em apresentações de trabalhos, estudos e relacionamentos. Não permita que o problema chegue a esse ponto! 
 
Transpiro em excesso! Que médico devo procurar?
 
Dermatologistas são especialistas em diagnosticar e tratar problemas de pele. Inicialmente irá identificar todas as características da doença, pesquisará suas causas possíveis, e prescrever a terapêutica mais adequada para cada paciente, bem como desde fórmulas de antitranspirantes até tratamentos como aplicação de Toxina Botulínica.Os cirurgiões também tratam hiperidrose, tanto em procedimentos locais como em cirurgias de maior porte, conhecida como simpatectomia torácica endoscópica, mais invasiva e indicada em casos específicos.

 
Tratamentos:
Os antitranspirantes são geralmente o primeiro recurso utilizado para reduzir o suor excessivo. As indicações podem variar entre fórmulas manipuladas ou fabricadas com diferentes ativos, principalmente os sais de alumínio. São opções seguras e facilmente disponíveis, que podem ser efetivas ou não, dependendo do quadro do paciente.
 
A aplicação de Toxina Botulínica é um dos métodos mais indicados e seguros no tratamento contra a Hiperidrose, principalmente para aqueles que não querem se submeter a uma cirurgia, ou também quando o distúrbio está localizado e incomoda mais em uma área específica do corpo. Bloqueia o o estímulo as glândulas sudoríparas, consequentemente minimizando a produção de suor, por períodos de 8 a 12 meses, em média .
 
 
Iontoforese: trata-se de um dispositivo minimamente invasivo que emite uma corrente eletromagnética de baixa intensidade. Aplicada sob a pele em locais específicos  combatendo o suor.
 
Simpatectomia: consiste em um processo cirúrgico em que o nervo responsável por transmitir os estímulos para secreção do suor é cortado. É um procedimentos com boas taxas de sucesso. O principal efeito colateral da cirurgia é o surgimento do suor compensatório, ou seja, manifestações de sudorese em outras partes do corpo.
 
Aspiração das glândulas:em casos de hiperidrose axilar, na qual as glândulas sudoríparas são aspiradas através de pequenas cânulas, sendo necessário uso de anestesia local.
 
 
O maior benefício do tratamento correto é o conforto e a qualidade de vida, em todos os aspectos, pessoal, profissional, e principalmente, a liberdade em se expressar naturalmente, sem maiores preocupações. 


Abaixo, questões simples que podem ajudá-lo a diferenciar o suor normal da Hiperidrose. Com mais de duas respostas positivas, existe a possibilidade de hiperidrose.

As respostas podem auxiliá-lo a relatar seu caso a um especialista na busca do diagnóstico e indicação de tratamento adequado.

•Quantas vezes ao dia você precisa trocar de roupa em decorrência do suor excessivo?

•Você sente necessidade de carregar consigo roupas extras, toalha ou lenço, antitranspirantes para ajudá-lo(a) no controle do suor excessivo?

•Você já optou por diversas soluções tópicas (antitranspirantes, talcos ou perfumes) destinadas a controlar a transpiração e não obteve resultados satisfatórios?

•A sudorese afeta seu desempenho no trabalho ou em atividades cotidianas, como eventos sociais, por exemplo?

•Você já teve algum tipo de irritação na pele ou infecções cutâneas devido à transpiração ou tentativas de controlar a sudorese?

•Estar em contato com outras pessoas ou imagina-se nesta situação, aumenta acentuadamente sua transpiração?

•A sudorese já lhe causou constrangimentos e perceptivo afastamento das pessoas?

 
Converse com o seu médico, ele poderá indicar a melhor opção e esclarecer suas dúvidas a respeitos dos tratamentos disponíveis.
 
Fontes:
www.terra.com.br
www.suornamedida.com.br
Sociedade Brasileira de Hiperidrose
 
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Acne da Mulher Adulta

A acne é uma das doenças de pele mais frequentes. Apesar das maiorias das pessoas acreditarem que ela é
exclusiva da adolescência,  a mesma pode acometer também indivíduos em outras fases da vida.
 
 
Uma forma cada vez mais comum, é a chamada acne da mulher adulta. Ela acomete indivíduos do sexo feminino acima dos 25 anos e que não obrigatoriamente tiveram acne na adolescência. Hoje em dia, cerca de 30% das mulheres adultas sofrem com esse problema.
 
 
Existem vários fatores relacionados com o aparecimento dessas tão indesejáveis espinhas. Os principais são: uso de cosméticos oleosos e comedogênicos ( que facilitam formação de cravos e espinhas), uso excessivo de sabonetes, estresse, poluição, alterações hormonais ( sendo a mais comum a síndrome dos ovários policísticos), predisposição genética, medicações e alimentação. Os alimentos que mais estão relacionados a piora do quadro são laticínios e uma dieta hiperglicêmica (rica em carboidratos refinados e pobre em fibras). Ficar atento nos suplementos alimentares e vitaminas, hoje em dia muito utilizados, principalmente nos praticantes de atividades físicas.
 
 
 
Costuma ter uma localização diferente da acne na adolescência.
 
Cada caso é um caso, e seu dermatologista irá avaliar, investigar e prescrever o melhor tratamento. A acne da mulher adulta costuma ter um tratamento um pouco mais resistente comparado a acne vulgar (comum da puberdade). Então um pouco de paciência e disciplina serão fundamentais.
 
LEMBRE QUE O MÉDICO DERMATOLOGISTA É O PROFISSIONAL MAIS CAPACITADO PARA TE AJUDAR NESSES CASOS!!!
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Peelings Seriados de Ácido Retinóico.

Que tal aproveitar o inverno para dar uma renovada na pele?

Uma ótima opção são os peelings seriados de ácido retinóico. O ácido retinóico é utilizado para tratamento de fotoenvelhecimento, acne, manchas e alterações  superficiais da pele. É considerado um dos produtos mais eficazes para se obter o efeito de “rejuvenescimento cutâneo”.

Pode ser utilizado sozinho, ou em combinação com outro ácidos ou microdermoabrasão ( peeling de cristal). Isso será avaliado pelo dermatologista, conforme a necessidade do paciente.

Clinicamente,  manifestam-se por uma melhora da textura, do brilho e da aparência em geral da pele, com a diminuição das manchas e atenuação das rugas finas.

A aplicação seriada do ácido retinóico normalmente se faz em intervalos que variam de 7 a 15 dias, promovendo um processo de renovação da pele e estimulando a produção e reorganização do colágeno. Normalmente se faz de 4 a 5 sessões.

A indicação é individualizada.

Procure seu dermatologista para dúvidas e aplicação, se indicação.

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CÂNCER DE PELE – SAIBA COMO PREVENIR!!!!!

 

No dia 26 de novembro de 2011 a Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza a Campanha Nacional  Contra o Câncer de Pele.  Vamos aproveitar para saber quando devemos nos preocupar  e como fazer para prevenir seu aparecimento.

 

As pintas, lesões chamadas por dermatologias de nevos, são manchas que podem ser planas ou não, de tamanhos e formas variadas. Podem aparecer desde o nascimento (os chamados nevos congênitos), ou serem adquiridos, aparecendo em qualquer época de nossas vidas.

 

A grande maioria dos nevos são benignos , porém uma pequena parte pode se transformar em câncer  de pele. Por esse motivo devemos sempre observar nossas pintas e procurar um auxilio d profissional, no caso o médico dermatologista, para um exame clínico mais específico.

 

O número de pintas que um adulto vai ter durante sua vida é muito variável, não tendo uma regra. Varia de acordo com sua cor, predisposição genética e exposição solar principalmente.

 

Para nos auxiliar em quando devemos nos preocupar com um pinta, usamos a regra do ABCD:

 

A-    ASSIMETRIA – por exemplo, uma pinta que era redondinha e agora não está mais;

 

B-     BORDAS – bordas que estão ficando irregulares;

 

C-    COLORAÇÃO – quando há várias tonalidades numa mesma pinta, azul, preto, vermelho, vários tons de marrons;

 

D-    DIÂMETRO –  se a pinta está crescendo ou diminuindo no seu diâmetro. Como regra as maiores 6 mm.

O câncer de pele ocorre quando há um crescimento descontrolado e anormal das células da pele. Há vários tipos de câncer de pele, como, melanoma, carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular.

Ninguém está livre da possibilidade de desenvolver câncer da pele ou outros problemas de saúde, mas os fatores abaixo relacionados aumentam os riscos:

  •      Pessoas de pele e olhos claros;
  •      Trabalhadores ao ar livre (lavradores, ambulantes, pescadores, marinheiros, etc);
  •      Esportistas (ciclistas, nadadores, surfistas, montanhistas, corredores, etc);
  •      História familiar de câncer da pele;
  •      História pessoal de câncer da pele;
  •      Exposição crônica ao sol;
  •      História de queimaduras solares severas na infância e adolescência;
  •      Certos tipos de pintas e grande número de pintas;
  •      Sardas são indicadores de sensibilidade e de dano solar.

Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de cura com procedimentos mais simples.

Seu dermatologista poderá fazer uma dermatoscopia na suspeita clínica que irá auxiliar no diagnóstico. Porém somente a retirada da lesão suspeita, com uma pequena cirurgia e análise anatomopatológica (biópsia) dará o diagnóstico de certeza.Não podemos evitar todos os cânceres de pele, mas devemos evitar a exposição excessiva ao sol e sem devida proteção, pois é o principal fator de risco.

 

IMPORTANTE:

  •      Os raios ultra-violetas do sol ou de lâmpadas de bronzeamento artificial provocam a alteração da pele, que causa câncer de pele;
  •       Os raios ultra-violetas são mais intensos das 10 às 16 horas, principalmente em praias e montanhas;
  •      Os dias nublados também apresentam grande quantidade de radiação. O guarda sol evita apenas uma parte deles (40%);
  •      Como a exposição solar tem efeito cumulativo, o câncer de pele pode surgir depois de vários anos de exposição ao sol;
  •       Existe uma relação direta entre a diminuição da camada de ozônio e o aumento do número de casos de câncer de pele;
  •      O excesso de sol não só pode provocar queimaduras e câncer na pele, como também, insolação, desidratação e envelhecimento precoce;
  •      O frio e o vento também contribuem para a doença, assim como os agrotóxicos e outros produtos químicos;
  •      Cicatrizes grandes e antigas, como queimaduras predispõem à doença                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Previna-se contra o câncer de pele!

 • Limite o tempo de exposição ao sol. Evite o horário entre 10 e 16 horas

• Procure a sombra.

• Use chapéu e roupas adequadas.

• Use filtro solar com fatores de proteção 15 ou maior, regularmente. Quando exposto diretamente, reaplique a cada 2 horas, ou após se molhar, ou sudorese excessiva.

• Use óculos de sol, com proteção 100% contra ultravioleta.

• Evite bronzeamento artificial.

• Mantenha crianças fora do sol. Filtros solares podem ser usados em crianças a partir dos 6 meses.

• Crie nos seus filhos práticas saudáveis de proteção solar.

 

Importância do auto exame:

 

 O auto exame é método para você examinar as diferentes regiões do corpo, inclusive de difícil visualização. É recomendado que se faça o auto exame a cada 3 meses.

 

Com a ajuda de um espelho de mão e um  outro de parede você pode examinar o corpo todo, ou pedir a ajuda de um amigo ou parente para auxiliá-lo.

 

De toda forma o auto exame vai auxiliar a visualização de lesões, porém é fundamental que pelo menos uma vez ao ano suas pintas sejam avaliadas por um dermatologista!!!

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirugia Dermatológia – http://www.sbcd.org.br

Sociedade Brasileira de Dermatologia – http://www.sbd.org.br

 

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Psoríase, com ou sem ela somos todos iguais!

Psoríase, com ou sem ela somos todos iguais!

 

No dia 29 de outubro é considerado o dia mundial da conscientização da psoríase.

 

É uma doença que afeta aproximadamente 3 % da população mundial. Acomete tanto homens como mulheres, de todas as faixas etárias, sendo mais comum entre 20 a 40 anos.

 

Considerada uma doença inflamatória crônica que acomete a pele. Não está muito bem definida a causa, porém já se sabe alguns fatores de piora da doença, como estresse, traumas, infecções, baixa umidade do ar, ressecamento da pele, além de algumas medicações.

 

O diagnóstico na maioria das vezes é feito por análise clínica das lesões de pele pelo médico, sendo o dermatologista o especialista mais capacitado para fazer o diagnóstico. Normalmente se caracteriza por lesões róseas com descamação esbranquiçadas que podem acometer toda a pele, sendo mais comuns em cotovelos , joelhos, couro cabeludo. Também pode haver lesões em palmas de mãos, plantas de pés, unhas e em casos mais graves, articulações, apresentando  dor ou até mesmo artrites.

 

IMPORTANTE: A psoríase não pode ser adquirida pelo contato, mesmo íntimo, com qualquer portador da doença, independente do tipo.

 

Após diagnóstico feito pelo seu dermatologista, iniciará o tratamento, havendo medicações em forma de cremes, pomadas, xampus, comprimidos, injeções, fototerapias,  dependendo da forma de apresentação e gravidade da doença.

 

A psoríase não tem cura completa, mas pode ser controlada com uso do tratamento correto e disciplinado. Siga as orientações do seu dermatologista e viva a vida sem medo.

 

A psoríase não deve ser motivo de desconforto ou impedimento para qualquer atividade em sua vida.

 

Mantenha uma vida saudável, com alimentação balanceada, sol moderadamente com protetor solar, evite estresse.

 

Leia mais em http://www.diamundialdapsoriase.com.br

 

Lembre: Solidariedade é contagiosa, preconceito não!

 

 

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia – www.diamundialdapsoríase

 

 

 

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Depilação a laser: Mitos e verdades

Depilação a laser: mitos e verdades
O ser humano tem peculiaridades muito interessantes. Uma delas é a aversão cada vez mais frequente aos pelos.

No ocidente, inicialmente as mulheres eram as grandes adeptas às rotinas de tortura para a remoção de pelos faciais, das axilas e dos membros inferiores. A fobia evoluiu e exportamos o Brazilian Waxing, forma de depilação quase completa da região do púbis, o que garante a utilização segura de biquínis arrojados.

Mas não são apenas as mulheres que travam batalhas com seus pelos. Nos últimos tempos, cada vez mais os homens decidem ter tórax e pernas sempre lisinhos. A pele coberta de pelos, antes sinal de masculinidade, começa a dar lugar ao ideal de pele lisa, deixando à mostra e emoldurando os músculos definidos.

Felizmente, a tecnologia tem acompanhado essa tendência e, hoje, as dolorosas sessões de depilação com cera e a velha lâmina de barbear podem ser substituídas pela depilação a laser (ou “epilação” a laser, no termo médico). O mais animador é que as sessões, que antes exigiam planejamento financeiro, estão sendo oferecidas a preços cada vez mais atraentes, o que aumenta muito o número de adeptos.

Mas antes de se decidir pelo método, é importante conhecer alguns mitos e verdades muito comuns, e tomar algumas precauções para evitar desastres.

A depilação a laser é definitiva?
O resultado das sessões depende do tipo de pele de cada pessoa, sendo a cor do pelo e o tom da pele duas importantes características. Isso acontece porque o tipo de luz utilizado nos lasers é absorvido pelo pigmento marrom encontrado nos pelos. O calor gerado pela luz “torra” o folículo, causando grande dano (que pode ser permanente ou não, dependendo da intensidade da energia que atinge o pelo).

Pessoas de pele clara e pelos escuros costumam ter os melhores resultados, já que a luz tende a ser absorvida preferencialmente nos pelos. Em indivíduos com pele escura, o tratamento deve ser mais cuidadoso, porque a pele ao redor do pelo também apresenta pigmento marrom e pode absorver a luz – o como resultado, uma menor quantidade de energia atinge o pelo, a pele vizinha pode sofrer queimaduras e, em alguns casos, o aparecimento de manchas residuais na pele tratada.

As manchas escuras felizmente tendem a clarear com o tempo, enquanto as mais claras são mais difíceis de desaparecer. Pelos claros, loiros ou grisalhos, tendem a apresentar resultados muito pobres.

Quanto tempo leva o tratamento?
Normalmente, são necessárias, pelo menos, cinco sessões para que os resultados sejam significativos, mas a quantidade total pode variar de pessoa para pessoa.

Nem todos os casos adquirem o efeito “definitivo”, mas de forma geral há uma boa diminuição dos pelos tratados quando a indicação do procedimento é bem feita. E muitas vezes são necessárias sessões extras – em intervalos de oito a 12 meses – para manter o resultado.

O tratamento é doloroso?
A dor tende a ser de característica muito individual. Algumas pessoas dizem não suportar sessões de depilação a laser, enquanto outras passam por elas sem grande trauma. Outra coisa: a mesma pessoa pode ter percepções diferentes de dor em diferentes áreas do corpo.

A região da virilha e áreas com a pele mais escurecida são normalmente as mais sensíveis. A utilização de anestésicos locais e equipamentos que liberam jatos gelados junto com o laser tende a resolver a maior parte dos problemas. Além disso, o processo costuma ser rápido.

Homens podem fazer depilação a laser?
Inicialmente, a depilação era coisa de mulher e os homens tinham vergonha de optar pelo procedimento. Porém, a técnica pode ser uma ótima solução para homens com foliculite da barba – inflamação dos pelos devido à utilização da lâmina de barbear.

Para evitar o visual “pele de bebê”, pode se optar por depilar apenas a área do pescoço e manter os pelos faciais. Não há contraindicação para a depilação a laser no sexo masculino.

Como fica a pele depois da sessão?
A pele tratada pode ficar vermelha e sensível logo após a sessão. Portanto é importante saber que se você utilizar o horário de almoço para depilar a área do lábio superior, talvez volte ao trabalho com um sinal evidente de que fez algum tratamento na região.

Para aliviar este sintoma, é importante utilizar apenas o que for recomendado pelo médico que está acompanhando o tratamento e ter paciência, que sua pele voltará ao normal. Em alguns casos, pode haver até a formação de crostinhas nas áreas atingidas pelo laser.

Vale ressaltar também que os pelos não desaparecem logo que são tratados, ocorrendo a queda nos dias subsequentes à sessão de laser.

Para que não ocorram queimaduras, até mesmo com formação de bolhas, é importante que todo o procedimento seja feito por profissionais especializados que fazer uso de técnica adequada ao tipo de pele do paciente.


– pedir sempre indicação a alguém que já fez a depilação a laser, por exemplo, é uma forma um pouco mais segura de escolher a clínica ou o profissional que irá tratá-lo.
– conversar com o profissional escolhido para saber sua formação na área e a experiência com o equipamento que está utilizando.
– fazer todas as perguntas que considerar necessárias sobre a técnica e os efeitos colaterais, para que você se submeta ao procedimento de forma tranquila.
– lembre-se que proteção ocular deve ser usada durante o tratamento (não tente “espiar” o profissional em ação, porque a luz é realmente muito forte).
– evite a exposição solar antes e, pelo menos, uma semana após as sessões. O ideal é caprichar na proteção solar durante todo o tratamento (aliás, mesmo quando não estiver em tratamento… mas essa já é uma outra história).

Fonte: Hospital Albert Einstein

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Frio provoca feridas e secura na pele. Veja como se cuidar.

A nossa pele exige cuidados especiais durante todo o ano. Mas, no inverno, a atenção precisa ser redobrada, pois o frio e a baixa umidade do ar provocam ressecamento, que acaba ficando pior por conta dos banhos mais quentes.

Além do ressecamento, aparecem algumas alergias típicas dessa época, geralmente localizadas nas dobras das pernas e dos braços. A dermatologista Daniela Nunes conta que pessoas que têm problemas respiratórios têm maior tendência a ter esse tipo de alergia, chamada dermatite atópica (doença crônica que causa inflamação da pele).

– Isso ocorre porque a pele fica sensível aos agentes externos. O mais correto é tratar com pomadas antialérgicas ou medicamentos via oral, dependendo da gravidade. Se o paciente não apresenta uma melhora significativa entre cinco e sete dias, a recomendação é de que procure o médico novamente.

Também não é indicado coçar, esfregar muito sabonete e tomar banhos muito quentes, diz a médica.

– No caso dos homens que usam calça jeans e mulheres que usam meia calça, o ideal é usar um curativo, desde que ele não grude no ferimento, pois pode machucar ainda mais. Mas o importante é tomar os devidos cuidados para que não volte a se repetir.

Segundo a médica, muitas pessoas têm o costume de passar pomadas à base de corticoide para o tratamento, já que ela cura o ferimento mais rapidamente, mas esse tipo de medicação traz riscos.

– A área de dobra absorve mais a medicação, então não se deve usar o corticoide várias vezes, pois pode haver o “efeito rebote”, quando a ferida melhora, mas pode voltar ainda pior.

Banho quente é bom, mas exige cuidado.

Com o tempo frio, é comum que as pessoas passem muito tempo embaixo do chuveiro quente, mas isso pode provocar problemas para a pele, que fica ressecada, porque a mistura de sabonete e água quente tira gordura da pele. A recomendação é tomar o banho com a substância a uma temperatura no máximo morna (de até 35ºC).

Por isso, a dermatologista Daniela Schmidt Pimentel recomenda o uso de hidratantes após a saída da ducha.

– De maneira nenhuma use bucha esfoliante e nem esfregue muito o sabonete. Aliás, o melhor sabonete para se usar é o de glicerina, que limpa a pele sem tirar a camada protetora – que acaba se perdendo com a água quente. Pessoas que não têm problemas de pele ou alergias devem usar hidratante a base de ureia. Quem tem algum tipo de lesão, não deve.

A hidratação é importante e necessária em qualquer época do ano, mas por conta dos efeitos do frio, a ela acaba se tornando ainda mais importante.
Eliandre Costa Palermo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, diz que os cuidados dependem do tipo de pele e da faixa etária da pessoa. Pessoas com pele seca, por exemplo, devem usar hidratantes em forma de cremes ou loções cremosas.

Já quem tem pele oleosa deve preferir hidratantes em gel ou loções sem óleo. É bom evitar cremes e hidratantes oclusivos (espessos, que tampam os poros e não permitem que a pele respire) e usar produtos com controladores da oleosidade.

Pessoas com pele sensível devem usar hidratantes em creme ou gel e loção com substâncias calmantes e protetoras. Devem evitar também vitaminas ácidas.

De acordo com Eliandre, os homens podem fazer o uso desses produtos, mas ela ressalta que há itens específicos para esse público.

– Os homens têm a pele mais espessa e oleosa, com tendência a pelos encravados na região da barba. Para eles, o tratamento deve ser mais individualizado, já que muitos têm pele oleosa no nariz e sensível na região da barba, por exemplo.

Rio Grande FM Online

Notícia publicada em: 13/6/2011

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Filtros solares devem ganhar cara nova ainda este ano

Recentemente, a Food and Drug Administration (FDA), agência norte americana reguladora de medicamentos e alimentos, estabeleceu novas regras para rótulos de filtros solares. Expressões como “bloqueador solar” e “à prova dágua” não poderão mais ser usadas. Para entender o motivo dessas mudanças, que, segundo os entrevistados, devem chegar ao Brasil ainda em 2011, o Minha Vida conversou com especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SDB).

Afinal, filtros solares realmente têm a capacidade de bloquear todos os efeitos do sol? Eles permanecem no corpo mesmo em contato com a água? Quanto maior o fator de proteção solar (FPS), mais duradouros os seus efeitos? Descubra!

FPS mínimo
O FPS de um filtro solar serve de parâmetro para avaliar a capacidade de proteção que ele oferece contra os raios UVB, que são mais superficiais que os raios UVA e causadores de câncer, vermelhidão e queimaduras. Até o momento, especialistas não entraram em consenso sobre como calcular a eficácia do produto contra a radiação UVA.

Por esse motivo, a dermatologista especializada em câncer de pele Márcia Purccelli, do Hospital Albert Einstein e membro efetivo da SBD, afirma que “nenhum filtro solar oferece 100% de proteção”. Assim, fica fácil entender porque o termo “bloqueador solar” não faz sentido, já que não há um bloqueio total dos raios solares.

Mesmo assim, para que haja um efeito mínimo, porém significativo, o FPS de um filtro solar deve ser de pelo menos 15. “Aqueles com FPS 2, 4 e 8 não apresentam qualquer barreira às radiações solares”, completa a dermatologista.

FPS máximo
Segundo o dermatologista David Azulay, presidente da Regional do Rio de Janeiro da SBD, filtros solares com FPS acima de 50 já não apresentam evoluções significativas. Ao comprar um produto com FPS 60, 80 ou até 100, o consumidor paga mais, mas nem por isso obtém melhores resultados.

Além disso, o dermatologista acredita que protetores com FPS elevado sugerem a algumas pessoas a possibilidade de poder passar pouco produto ou ainda de não ser necessária sua reaplicação. “A efetividade de um protetor com FPS 30, por exemplo, costuma ser 25% menor pelo fato de as pessoas espalharem demais uma quantidade insuficiente do produto”, explica.

À prova de água e suor

Quando dizemos que algo é à prova de alguma coisa, damos a ideia de durabilidade infinita, o que não é o caso do filtro solar em contato com a água ou o suor. Márcia explica que produtos com alguma capacidade de fixação na água deverão receber a nomenclatura “resistente à água” e deverão indicar o período de tempo de resistência a essa exposição.

Enquanto as mudanças não são feitas, a dermatologista sugere que aqueles que ficam muito tempo no mar quando vão à praia ou passam o dia na piscina optem por filtros solares infantis, que tem melhor fixação e maior resistência à água. Na falta destes, prefira qualquer protetor cremoso. As opções em gel ou do tipo oil free são as que saem com mais facilidade.

Protetor aerossol
Muitas pessoas optam por usar protetor do tipo aerossol pela praticidade e rapidez que oferece. Ele também é da preferência de muitos pais que têm dificuldade em manter os filhos quietos por muito tempo. Mas quais as consequências do produto que inevitavelmente é inalado?

Para a dermatologista Márcia, ele não causa nenhum malefício além dos já tão debatidos acerca de desodorantes aerossóis. A recomendação geral, entretanto, é que os consumidores fechem as narinas para evitar a entrada do produto no sistema respiratório.

O que realmente se sabe é que esse tipo de protetor é mais difícil de espalhar uniformemente pelo corpo, deixando algumas áreas menos protegidas.

Qual usar?
Como a população brasileira é, em geral, miscigenada, um protetor de FPS 15 pra o dia a dia dá conta do recado. No caso de um passeio de lazer no parque ou uma caminhada ao ar livre, o ideal é utilizar um de FPS 30. Entretanto, pessoas com pele, cabelos ou olhos claros, devem usar filtros com fator de proteção acima da média.

David ainda aconselha que pessoas com problemas de acne optem pelos protetores oil free, ou pelos que têm menos óleo, e aqueles que praticam esportes, pelos cremosos, pois eles tendem a se fixar durante mais tempo na pele.

Quando e como usar
“Antes de qualquer coisa, é preciso que as pessoas tenham consciência de que o protetor solar não é um passaporte para ir tomar sol”, explica o dermatologista David. Ele deve ser usado diariamente, até mesmo em dias nublados. Não é porque a luminosidade está reduzida que as pessoas não estão expostas aos raios UVA e UVB.

Márcia ainda completa dizendo que o fato de uma pessoa passar a maior parte do tempo dentro de um escritório ou de casa e sair apenas de carro não é desculpa para o descuido. “Se há a possibilidade de receber qualquer porcentagem de luz solar, seja através de um vidro ou nos poucos minutos do horário de almoço, deve-se usar protetor”, afirma.

A recomendação é de que ele seja passado 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada duas horas. O intervalo deve ser diminuído no caso de a pessoa realizar exercícios físicos ou entrar em contato com água.

MSN Notícias – Laura Tavares

Notícia publicada em: 21/6/2011

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Vitaminas e Antioxidantes importantes para a saúde da pele

A seguir segue uma lista das vitaminas e antioxidantes que são importantes para a saúde da pele, e as principais fontes na alimentação.

Vitaminas e minerais responsáveis pela saúde da pele

•  Beta-caroteno: é convertido em vitamina A pelo organismo, sendo importante para a constituição e manutenção de uma pele saudável. Principais fontes: vegetais alaranjados (cenoura, abóbora) e em folhas de cor verde-escuras;

 •  Vitamina C: Também responsável pela constituição e manutenção de uma pele saudável auxiliam na cicatrização de feridas. Principais fontes: frutas cítricas e verduras verde-escuro;

 •  Vitamina E: Atua na manutenção da integridade da pele. Suas principais fontes são: nozes e óleos vegetais;

 •   Vitaminas do complexo B: Auxiliam na regulação da produção de sebo pelas glândulas sebáceas. Principais fontes: cereais, grão integrais e pães, feijão e outros legumes, além de carnes magras;

 •   Zinco: Estimula a multiplicação das células, auxiliando na sua rápida renovação. Principais fontes: carnes vermelhas, castanhas, nozes e amêndoas, cereais integrais.

Antioxidantes na prevenção do envelhecimento precoce da pele

Essas substâncias diminuem os efeitos dos radicais livres, retardando o processo do envelhecimento precoce da pele. Dentre várias substâncias com capacidades antioxidantes, destacam-se:

Beta-caroteno: Vegetais alaranjados (cenoura, abóbora) e em folhas de cor verde-escuras;

Glutationa: Abacate, aspargo, melancia, morango, batata branca, brócolis, tomate cru;

Licopeno: Tomate e derivados, melancia, damasco;

Quercitina: Cebola, uva vermelha, brócolis;

Coenzima Q10: Sardinha, amendoim, nozes, semente de gergelim;

Vitamina C: Frutas cítricas, pimentão verde e vermelho, brócolis, couve flor, morango e espinafre;

 Vitamina E: Óleos vegetais, amêndoas, soja, sementes de girassol.

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