Hiperidrose

Por que transpiramos?
 
A transpiração é um mecanismo inerente ao organismo  para regulação da temperatura corporal. Por exemplo, em situações de calor, febre, prática de exercícios físicos, bem como respostas do cérebro a sentimentos, tais como medo, ansiedade ou fortes emoções.
 
As glândulas responsáveis efetivamente pela produção de suor são chamadas de glândulas sudoríparas. São encontradas pele, distribuídas por toda superfície, principalmente nas palmas das mãos, plantas dos pés, axilas e rosto. 
 
Quando essas glândulas passam a trabalhar de maneira exagerada, ocorre excesso de transpiração, doença conhecida como hiperidrose. Ao contrário do suor normal, esse distúrbio ocorre sem necessariamente estar vinculada ao aumento de temperatura, podendo provocar um constante desconforto. 
 
A hiperidrose pode ser localizada ( em alguns locais do corpo) ou generalizada (no corpo todo).
 
O início dos sinais e sintomas  pode ocorrer na infância, adolescência ou na vida adulta, manifestando-se principalmente nas axilas, mãos, pés e face.
 
É caracteristicamente uma condição simples de ser detectada, pois o principal sintoma deste distúrbio é o suor excessivo, que ocorre mesmo quando o individuo está em repouso e a temperatura ambiente é fresca.
 
Existem vários tipos de hiperidrose. Os mais comuns são Craniofacial, Palmar, Axilar e Plantar. Já os menos comuns se manifestam nas coxas, nádegas, virilha, tórax, costas, abdome e região lombar.
 
Pode ser classificada: 
 
Primária: Não tem origem conhecida mas ocorre devido a hiperatividade das glândulas responsáveis pelo suor. Evidências sugerem que a hiperidrose primária tem um componente familiar, indicando base genética para essa condição. Por manifestar-se em áreas como axilas, mãos, pés e face, resulta em substancial prejuízo para o paciente, incluindo limitações no trabalho, na interação social, nas atividades físicas e no lazer, assim como, transtornos psicológicos e de relacionamento.
 
Secundária: que ocorre a partir de fatores como hipertiroidismo, distúrbios psiquiátricos, menopausa ou obesidade. 
 
Segundo a Sociedade Internacional de Hiperidrose, cerca de 3% da população mundial sofre com o suor excessivo.
 
 
 
 Hiperidrose Axilar: é um dos tipos mais comuns de hiperidrose. O suor é localizado nas axilas, manchando roupas e limitando o uso de certos tecidos e cores. Gera grande desconforto e pode estar ou não associado à bromidrose (mau odor).
 
 
 
 
Hiperidrose Plantar: este tipo é caracterizado por um suor  nos pés. Para mulheres, o uso de sandálias, meias finas e certos tipos de sapatos se torna impossível. Já para homens há o incômodo das meias encharcadas. Em ambos os casos a pele úmida pode favorecer o aparecimento de micoses e mau cheiro. 
 
 
 
Hiperidrose Palmar: este tipo é caracterizado pelo suor constante nas mãos. A umidade nas palmas pode limitar atividades como trabalhos manuais, escolares, manuseio de aparelhos eletrônicos, alimentos e papéis. Simples ações como um aperto de mão podem se tornar um constrangimento para o portador.
 
Pessoas com suor excessivo, têm que se preocupar em carregar consigo “opções” para combater a transpiração: toalhas, lenços, trocas de roupas, talcos, desodorantes. Podem viver com sentimento de ansiedade, com medo de que a sua imagem seja associada à falta de higiene. Em casos mais intensos, o suor pode se agravar em momentos de tensão, interferindo diretamente no desempenho interpessoal do indivíduo, em apresentações de trabalhos, estudos ou mesmo em um simples aperto de mão. 
 
A hiperidrose pode agravar ainda mais o suor em momentos de tensão, interferindo diretamente no desempenho interpessoal do indivíduo, em apresentações de trabalhos, estudos e relacionamentos. Não permita que o problema chegue a esse ponto! 
 
Transpiro em excesso! Que médico devo procurar?
 
Dermatologistas são especialistas em diagnosticar e tratar problemas de pele. Inicialmente irá identificar todas as características da doença, pesquisará suas causas possíveis, e prescrever a terapêutica mais adequada para cada paciente, bem como desde fórmulas de antitranspirantes até tratamentos como aplicação de Toxina Botulínica.Os cirurgiões também tratam hiperidrose, tanto em procedimentos locais como em cirurgias de maior porte, conhecida como simpatectomia torácica endoscópica, mais invasiva e indicada em casos específicos.

 
Tratamentos:
Os antitranspirantes são geralmente o primeiro recurso utilizado para reduzir o suor excessivo. As indicações podem variar entre fórmulas manipuladas ou fabricadas com diferentes ativos, principalmente os sais de alumínio. São opções seguras e facilmente disponíveis, que podem ser efetivas ou não, dependendo do quadro do paciente.
 
A aplicação de Toxina Botulínica é um dos métodos mais indicados e seguros no tratamento contra a Hiperidrose, principalmente para aqueles que não querem se submeter a uma cirurgia, ou também quando o distúrbio está localizado e incomoda mais em uma área específica do corpo. Bloqueia o o estímulo as glândulas sudoríparas, consequentemente minimizando a produção de suor, por períodos de 8 a 12 meses, em média .
 
 
Iontoforese: trata-se de um dispositivo minimamente invasivo que emite uma corrente eletromagnética de baixa intensidade. Aplicada sob a pele em locais específicos  combatendo o suor.
 
Simpatectomia: consiste em um processo cirúrgico em que o nervo responsável por transmitir os estímulos para secreção do suor é cortado. É um procedimentos com boas taxas de sucesso. O principal efeito colateral da cirurgia é o surgimento do suor compensatório, ou seja, manifestações de sudorese em outras partes do corpo.
 
Aspiração das glândulas:em casos de hiperidrose axilar, na qual as glândulas sudoríparas são aspiradas através de pequenas cânulas, sendo necessário uso de anestesia local.
 
 
O maior benefício do tratamento correto é o conforto e a qualidade de vida, em todos os aspectos, pessoal, profissional, e principalmente, a liberdade em se expressar naturalmente, sem maiores preocupações. 


Abaixo, questões simples que podem ajudá-lo a diferenciar o suor normal da Hiperidrose. Com mais de duas respostas positivas, existe a possibilidade de hiperidrose.

As respostas podem auxiliá-lo a relatar seu caso a um especialista na busca do diagnóstico e indicação de tratamento adequado.

•Quantas vezes ao dia você precisa trocar de roupa em decorrência do suor excessivo?

•Você sente necessidade de carregar consigo roupas extras, toalha ou lenço, antitranspirantes para ajudá-lo(a) no controle do suor excessivo?

•Você já optou por diversas soluções tópicas (antitranspirantes, talcos ou perfumes) destinadas a controlar a transpiração e não obteve resultados satisfatórios?

•A sudorese afeta seu desempenho no trabalho ou em atividades cotidianas, como eventos sociais, por exemplo?

•Você já teve algum tipo de irritação na pele ou infecções cutâneas devido à transpiração ou tentativas de controlar a sudorese?

•Estar em contato com outras pessoas ou imagina-se nesta situação, aumenta acentuadamente sua transpiração?

•A sudorese já lhe causou constrangimentos e perceptivo afastamento das pessoas?

 
Converse com o seu médico, ele poderá indicar a melhor opção e esclarecer suas dúvidas a respeitos dos tratamentos disponíveis.
 
Fontes:
www.terra.com.br
www.suornamedida.com.br
Sociedade Brasileira de Hiperidrose
 
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